BLASFÉMIAS | A Blasfémia é a melhor defesa contra o estado geral de bovinidade
Saltar para o conteúdo

Marcelo está lélé da cuca?

25 Setembro, 2018

DIabo

O “Diabo” tem hoje a manchete ilustrada acima.

Esta direita ainda não percebeu que Marcelo está lúcido e consciente.

Por isso mesmo é que pode e deve ser responsabilizado pelas decisões que toma.

Ademais, sei que ainda falta muito tempo, mas se MRS decidir se recandidatar, será curioso perceber se CDS e PSD lhe darão apoio político.

*

 

Anúncios

também eu fui censurado!

24 Setembro, 2018
by

No facebook, que me removeu o post que tinha editado no Blasfémias, por estar ilustrado com uma bela peça de arte do Mestre Robert Mapplethorpe. Segundo a nota que me foi enviada pelo facebook, o post «não respeita os nossos Padrões da Comunidade». E truflas!, cortaram-mo!

Sinto-me, agora, uma vítima tão ou maior do que João Ribas, já que, pelo menos, ninguém gasta dinheiro do estado para manter a minha página do facebook e não tenho que prestar contas a ninguém. Uma perseguição que, espero, promova na sociedade culta nacional idêntica indignação à suscitada pelos censores do Ribas.

censuraram o menino joão

24 Setembro, 2018
by

O menino João fez birra porque não lhe mandaram tirar, de uma exposição em Serralves que promoveu, meia-dúzia de fotografias indecentotas de um «grande» artista americano, e, vai daí, demitiu-se. «Censura!», logo gritaram umas dúzias de génios incompreendidos das «artes»: «demita-se o Conselho de Administração, já!», e regresse o artista puro e casto que é o menino João, pediu-se. A tremer das pernas, o Conselho de Administração, por onde paira essa eminência parda da Alta Cultura lusitana que é o dr. Pacheco, logo veio dizer que não, que o «Joãozinho tinha exposto o que quisera», e que os tinha era tratado muito mal, sem consideração pelas suas elevadas pessoas. Pois bem, é este, exactamente, o problema desta estória de faca e alguidar. Porque é inexplicável que uma Fundação instituída com dinheiros públicos não disponha de um conselho de curadores para o seu museu  e entregue a responsabilidade das exposições a um fedelho que amua por não o deixarem expor fotografias de marmanjos musculados com rabanetes, ou coisa que o valha, enfiados no traseiro.

robert-mapplethorpe-sans-titre

Obra de arte do mestre Mapplethorpe.

Não se pode ter filhos na escola em Portugal

24 Setembro, 2018

Eu não consigo compreender como é que um país que arranca a ferros tantos impostos ao orçamento familiar que ainda por cima é baixo por causa dos salários miseráveis, colocando-o a par dos países que mais impostos cobram, não distribui em todas as escolas públicas, livros e material a todos os alunos, em vez de obrigar os pais a desembolsar pequenas fortunas para dar educação aos seus descendentes. Afinal para que servem os impostos?

Até aos 12 anos meus pais nunca souberam o que era pagar para me ter a estudar na escola pública. No Canadá, era o Estado que distribuía no início das aulas, livros, cadernos e todo o restante material escolar necessário para o ano lectivo. Nada tinha de ser adquirido. No final do ano, a professora recolhia os livros, as tesouras, os marcadores entre outros materiais reutilizáveis,  que serviam depois para os anos seguintes.  Mas não era só. Tínhamos ainda escolas espaçosas, bem equipadas, grandes bibliotecas,  salas amplas, mobiliário ergonómico e de qualidade. Não faltava rigorosamente nada. Mais: a manutenção era primorosa e  não deixavam degradar um edifício escolar ou outro,  até a cair de podre para depois reconstruir de raiz gastando milhões como se vê neste mal governado país. Cuidavam com esmero do património.

Nos hospitais acontecia exactamente o mesmo. Com 5 anos tive de ficar internada, sozinha por via de uma cirurgia às amígdalas. Fiquei num quarto que nada lembrava um hospital, onde até tinha telefone e casa banho privada. O telefone que me servi para ligar aos meus pais, a chorar para me virem buscar e através do qual meu pai me sossegava prometendo uma barbie, se me portasse como uma mulherzinha corajosa. Um botão para chamar a enfermeira que usei a noite toda porque tinha dores e elas, com o maior carinho e compreensão, a virem acalmar meus medos, sempre sorridentes, sempre amigas.  A saúde e educação eram de excelência e além disso “gratuitas” para os contribuintes.

A pergunta urgente que se põe nesta altura do campeonato é a seguinte: se nós descontamos como “mouros” porque razão temos uma porcaria de serviços públicos? Mais: se o dinheiro dos impostos não vai para aquilo a  que em princípio se destina, isto não é um crime, não é roubar?

A mim parece-me óbvio que sim. É um roubo legal . Os impostos em Portugal não servem para aplicar no bem estar e qualidade de vida dos utentes. Serve os interesses dos seus governantes que por serem gulosos e terem uma oligarquia gigantesca para alimentar, nunca o dinheiro chega a quem precisa porque fica a meio do caminho e não sobra. Pior: falta. Como não prestam contas, nem ninguém os obriga verdadeiramente a isso, fazem de conta que o problema não é porque eles andam a roubar nossos impostos, mas sim, porque não são suficientes. Então nós, os burros do costume, vamos continuando a aceitar esta roubalheira sem contestar, sem exigir, enquanto ainda aumentam mais a carga fiscal. Somos mesmos tansos!

Esta semana recebi um pedido de ajuda de uma mãe desesperada que não tinha como fazer face às despesas do arranque escolar. A viver sozinha, com duas meninas, uma delas com problemas de saúde grave, era impossível ficar indiferente. O Movimento que lidero, entrou imediatamente em acção e ajudou esta mãe. Mas pergunto: porque razão é que os contribuintes têm de passar por isto?

Uma semana depois, e já com as aulas a decorrer, outra denúncia de um leitor: uma escola do Agrupamento de Santiago abre as  portas atropelando completamente a legislação ao compactar em 2 turmas alunos que, por alguns terem necessidades educativas especiais, deveriam estar em 3 turmas! Os pais indignados com esta situação que prejudica seriamente a aprendizagem destes meninos, denunciou o caso à DGEstE e DSRC, sem qualquer resultado prático. Porém a legislação é clara no artº 4º do Despacho Normativo 10-A/2018:

  • nº 1-  que as turmas do 1.º ano de escolaridade são constituídas por 24 alunos e nos demais anos do 1.º ciclo do ensino básico são constituídas por 26 alunos;

  • nº 4 –  que sempre que existem dois níveis de aprendizagem a turma deve ficar reduzida a 22 elementos;

  • nº  5 –  que qualquer turma que possua no máximo 2 alunos com NEE deve ficar numa turma de 20 alunos, desde que nos relatórios técnico-pedagógicos dos alunos seja identificada esta medida de acesso à aprendizagem e à inclusão;

  • nº 6 –  que a redução de turmas prevista, fica dependente do acompanhamento e permanência destes alunos na turma em pelo menos 60% do seu tempo curricular.

Ora, tendo estas 2 turmas  todos estes atropelos à lei, pergunta-se porque a escola, tendo condições físicas (existe uma sala livre para o efeito) para constituir mais um turma do 4º ano, se nega a fazê-lo? Mas afinal,  vivemos numa república das bananas quando é o Estado a cumprir a lei? é isso?

O Estado que deveria dar o exemplo, infringe ele próprio  a legislação por ele criada (que irónico!) para poupar na criação de uma turma extra essencial para dar qualidade de ensino a estes meninos, mas é capaz de gastar milhões em despesa fútil, como candeeiros de Siza Vieira ou torneiras de 500€ cada uma em balneários escolares!

Porque infelizmente é mais importante neste país corrupto, encher o bolso dos empreiteiros  com luvas a políticos, em projectos escolares  megalómanos, do que servir bem a população. É a porcaria de educação que temos.

 

 

 

 

Passos Coelho voltaria para quê?

24 Setembro, 2018

Que projecto tem para os portugueses? Sim, porque 2011 não se pode repetir: Passos não está a pensar voltar para pedir aos mesmos do costume – os contribuintes – que façam mais um esforço? Muito menos para lutar por uma vitória que nunca o será enquanto o socialismo-estatismo se mantiver como o modelo ideal, moralmente superior e constitucionalmente inatacável a que regressamos assim que existe uma folga orçamental? É que se for para isso muito francamente, não vale a pena Passos Coelho dar-se ao trabalho de sair de casa.

Passos Coelho deve voltar?

23 Setembro, 2018

PPC_ok

Segundo se retira do relato magistral que o José Meireles Graça fez de uma recente intervenção pública de Vasco Pulido Valente, este considera que Pedro Passos Coelho continua a ser o “líder natural da Direita”.

Agora que o PSD parece estar em vias de implosão e que a “liderança” de Rui Rio é diariamente criticada e (quase) desafiada, muitos tenderão a olhar para Passos como “a” solução e terão esperança de que volte às lides partidárias num futuro que gostariam tão breve quanto possível. O recente artigo de PPC no Observador sobre a não recondução da Procuradora-Geral da República talvez lhes tenha até dado alento adicional.

Antevendo o que hoje se assiste no partido que ganhou as últimas eleições legislativas, o Rui Albuquerque dizia que é de Pedro Passos Coelho que pode vir uma verdadeira alternativa ao que está.

Mas a pergunta da Helena Matos faz todo o sentido: “Passos Coelho voltaria para quê?”.

De facto, com a degradação do regime e entregues a uma cultura socialista absolutamente dominante, que resultado teria um novo exercício de funções governativas por Pedro Passos Coelho?

Certamente estancaria derivas totalitárias e, com sorte, conseguiria travar a perda de graus de liberdade que cada um de nós sofre com o avançar da interferência do estado nas nossas vidas. Mas, não teria o mesmo fim que teve em Outubro de 2015?

É que, como diz o Alberto Gonçalves, os portugueses “simplesmente não querem saber. Os portugueses querem levar a vidinha sem sobressaltos, maçadas e vergonha na cara”. E ao contrário da fé que o Paulo Milheiro da Costa parece ter nos novos movimentos e partidos ditos liberais, não creio que seja por via de máquinas de acesso ao poder nem pela via legislativa que se altera uma cultura socialista intrínseca ao portugueses.

Por benéfico que possa ser para o país, o que Pedro Passos Coelho fez enquanto primeiro-ministro merece todavia o nosso respeito não colocando nele pressão moral para o seu regresso.

O “interesse nacional” não deve obrigar um indivíduo a lidar com esterco uma segunda vez.

Por isso, apesar de contra minha vontade, paradoxalmente espero e desejo que Pedro Passos Coelho não volte.

 

Andam a gozar com o povo de Vila Facaia

23 Setembro, 2018

Já não bastava esta gente ter sido vítima dos maiores incêndios mortais de que há memória neste país. Já não bastava muitos deles terem sucumbido na tragédia, deixando pais e filhos órfãos. Já não bastava também, e para cúmulo, terem sido roubados nos donativos que lhes foram doados para ajudas à reconstrução das suas casas e negócios, depois dos grandes fogos! Não! Tinham, também, de lhes arrancar o pouco que ficou de pé e lhes vai dando alguma dignidade – se é que isso é possível a quem tudo perde na vida – à sua pobre velhice: o Centro de Dia de Vila Facaia!

É inacreditável! Depois de ver fracassado o seu pedido de doação daquele edifício pela Junta de Freguesia, o Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande, de forma unilateral e sem aviso prévio, ordenou o encerramento imediato daquele espaço e transferência dos idosos para a Graça, a 5,5 kms, alegando que o Centro dá despesa! Mas desde quando é que a assistência a idosos tem por base o lucro? Para que serve o dito Estado Social? Para que raio se desconta e paga impostos neste país?

Acontece que esse edifício foi erguido com donativos da população em materiais, equipamentos e mão de obra há mais de 20 anos. O terreno foi comprado pela Junta de freguesia, presidida à época por José Vaz,  aos populares. Todos na terra sabem disso. Foi com o esforço e vontade dessa gente que se criou aquele espaço indispensável à pequena população muito envelhecida de Vila Facaia. Com que direito, então, a Santa Casa da Misericórdia se tenta apropriar do que não é seu? Com que base legal este Provedor dá início, mesmo assim, a este processo tendo até, tentado proceder à desmontagem dos corrimões na zona de banho dos idosos? Algo aqui não bate certo.

Mas o mais bizarro ainda foi a actuação do Presidente da Junta que, depois de uma emigrante, Manuela Henriques, a residir a 2200kms do país, ter tomado conhecimento do plano do Provedor, e ter pressionado com fervorosa insistência para que impedisse o prosseguimento do processo, a menos de uma semana da data de fecho da unidade, ter colocado um edital anunciando o encerramento consumado do Centro de Dia no próximo dia 30/09! Como é possível a Junta de Freguesia não se ter insurgido contra esta acção, levada a cabo pelo Provedor da Santa Casa, que tudo leva a crer ser uma acção muito pouco transparente? Como pode o Presidente ceder tão facilmente à intenção do Provedor sem luta atempada pelos interesses da população de Vila Facaia, vindo apenas uma semana antes da data de encerramento, num edital, comunicar o mesmo, justificando não ser da sua responsabilidade. Foi apanhado também de surpresa? Só tomou conhecimento da situação no momento em que agiu? Isto não faz sentido.

Este Centro, que tem também apoio domiciliário, é muito mais do que um local onde os idosos passam os seus dias. É uma família. A única maneira de alguns terem companhia e apoio em momentos de aflição quando é por de mais sabido que o interior está completamente abandonado e entregue à sua sorte.

Há aqui qualquer coisa que cheira mal… Aliás, há muitas coisas que “cheiram mal”: seguramente os portugueses merecem melhor: sejam eles do interior, do litoral, do norte, do sul, do centro…ou emigrados: somos portugueses. Merecemos respeito, transparência, honra e dignidade. Compete-nos, a todos e a cada um, exigir o que merecemos. Ou o fazemos, ou somos cúmplices de um qualquer sistema que se foi instalando mas que temos conhecimento que existe: logo, a indiferença não pode ser a desculpa e a inércia não será, seguramente, a solução.

Por isso, já que aqueles que têm o poder fecham os olhos – falta saber porquê – às populações, nós, e em nome do Movimento Cívico que represento, mais uma vez Não Nos Calamos e sairemos em defesa desta gente denunciando, exigindo que a justiça seja reposta indo até onde for necessário para impedir tamanha crueldade contra indefesos.